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“Entre o Livro e a Liberdade” foi o nome dado à instalação poética idealizada pelo Colectivo Silêncio da Gaveta, em 2010. Já é o segundo ano da empreitada; em 2009, ganhou vida a instalação “Dez passos depois das árvores”. O título deste ano refere-se a uma ponte entre as comemorações do Dia Mundial do Livro, 23 de Abril, e da Revolução dos Cravos, 25 de Abril. Seu sentido faz-se na medida em que Poesia e Liberdade alimentam-se mutuamente. Sem uma, a outra perece.
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O Colectivo não poderia ter encontrado imagem mais lírica do que esta: enraizar a poesia, fazê-la flor. Nada mais livre também do que materializar a metáfora. E foi assim que surgiu a ideia deste ano: plantar poemas, jardins cheios deles, na Avenida Júlio Graça. A cidade é Vila do Conde, pela qual já passou uma casta de grandes figuras da literatura portuguesa, como Antero de Quental, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Guerra Junqueira, José Régio. Mais antiga que a própria fundação de Portugal, a Vila foi desde sempre palco de homens ligados ao mar – pescadores, navegadores ou poetas. A cidade, hoje, respira arte e cuidado estético, sendo palco de criativas iniciativas e berço de artistas que se destacam pelo trabalho e atuação no cenário nacional – como Valter Hugo Mãe, João Rios, Isaque Ferreira, Isabel Lhano e Nelson d’Aires.
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Neste ano, centenas de poetas de trinta diferentes países responderam à convocatória. E tal como um jardim no qual plantássemos flores oriundas de distintas partes do mundo, a Avenida Júlio Graça transformou-se numa antologia multilíngue, uma celebração entre poetas de quase todos os continentes.
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Tive a sorte de estar presente em corpo e poesia – olhos em busca de poetas da minha ilha, que deixei encantada do lado de lá do Atlântico. Não tenho a certeza se encontrei as flores de todos os capixabas que acudiram ao chamado lusitano; mas aquelas que fui cheirando pelo caminho estão registradas em fotos no meu álbum. Também lá estão capturadas as imagens de alguns outros exemplares da flora brasileira. Espero, amigos, conduzi-los, através das imagens, para este espaço lúdico pelo qual caminhei.
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Agradeço, dum lado, aos amigos jardineiros Manuel Vasques (João Rios) e José Peixoto pela estupenda iniciativa. D’outro, aos meus queridos conterrâneos por terem sido tão cúmplices nesta séria brincadeira que foi a instalação “Entre o Livro e a Liberdade”. Mal posso esperar para conferir as próximas edições!
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Endereço para as fotos:
http://picasaweb.google.pt/aventuradoxavier/EntreOLivroEALiberdade
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O Colectivo não poderia ter encontrado imagem mais lírica do que esta: enraizar a poesia, fazê-la flor. Nada mais livre também do que materializar a metáfora. E foi assim que surgiu a ideia deste ano: plantar poemas, jardins cheios deles, na Avenida Júlio Graça. A cidade é Vila do Conde, pela qual já passou uma casta de grandes figuras da literatura portuguesa, como Antero de Quental, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Guerra Junqueira, José Régio. Mais antiga que a própria fundação de Portugal, a Vila foi desde sempre palco de homens ligados ao mar – pescadores, navegadores ou poetas. A cidade, hoje, respira arte e cuidado estético, sendo palco de criativas iniciativas e berço de artistas que se destacam pelo trabalho e atuação no cenário nacional – como Valter Hugo Mãe, João Rios, Isaque Ferreira, Isabel Lhano e Nelson d’Aires.
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Neste ano, centenas de poetas de trinta diferentes países responderam à convocatória. E tal como um jardim no qual plantássemos flores oriundas de distintas partes do mundo, a Avenida Júlio Graça transformou-se numa antologia multilíngue, uma celebração entre poetas de quase todos os continentes.
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Tive a sorte de estar presente em corpo e poesia – olhos em busca de poetas da minha ilha, que deixei encantada do lado de lá do Atlântico. Não tenho a certeza se encontrei as flores de todos os capixabas que acudiram ao chamado lusitano; mas aquelas que fui cheirando pelo caminho estão registradas em fotos no meu álbum. Também lá estão capturadas as imagens de alguns outros exemplares da flora brasileira. Espero, amigos, conduzi-los, através das imagens, para este espaço lúdico pelo qual caminhei.
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Agradeço, dum lado, aos amigos jardineiros Manuel Vasques (João Rios) e José Peixoto pela estupenda iniciativa. D’outro, aos meus queridos conterrâneos por terem sido tão cúmplices nesta séria brincadeira que foi a instalação “Entre o Livro e a Liberdade”. Mal posso esperar para conferir as próximas edições!
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Endereço para as fotos:
http://picasaweb.google.pt/aventuradoxavier/EntreOLivroEALiberdade
